Nova molécula combate e trata doenças respiratórias em bovinos confinados

600600p1815EDNmainconfina1A prevenção de doenças no rebanho é preocupação recorrente dos pecuaristas, especialmente daqueles que buscam alta produtividade. Afinal, o manejo sanitário deficiente pode provocar grandes prejuízos. “Ter um programa sanitário custa muito menos do que se imagina. Em um confinamento, por exemplo, representa 1,6% a 2,06% das despesas totais. Trata-se de um montante muito baixo se levarmos em conta os problemas causados pela morte de animais acometidos por doenças respiratórias, entre outras”, aponta o zootecnista Antonio Chaker, da Terra Desenvolvimento Agropecuário, palestrante do Encontro de Confinadores da Scot Consultoria.
Combater a infestação de doenças respiratórias nos bovinos é um dos grandes desafios dos confinadores, à frente de outras enfermidades, como acidose e mainitea. “Esse mal causa baixo desempenho ou mesmo morte de animais, o que interfere diretamente na rentabilidade do produtor. Os animais com problemas respiratórios não desempenham seu potencial máximo, pois não aproveitam a alimentação fornecida e ficam debilitados. Isso atrasa o seu desenvolvimento”, complementa Chaker.
A Merial, líder mundial em saúde animal, está colocando à disposição dos pecuaristas o antibiótico Zactran, nova tecnologia patenteada pela empresa, altamente eficiente no combate e prevenção das doenças respiratórias. Zactran é altamente eficaz contra bactérias gram positivas e gram negativas. Uma das principais características do produto é o efeito acumulador nas células do tecido pulmonar, garantindo ação muito mais potente, combatendo o crescimento das bactérias e limitando sua proliferação.
A rápida ação de Zactran é um grande diferencial em relação a outros produtos existentes no mercado, pois 30 minutos após a aplicação subcutânea já atinge concentrações pulmonares acima da CIM90 – concentração inibitória efetiva para eliminar as bactérias causadoras de doenças. Além disso, proporciona pico máximo de concentração no tecido pulmonar em até 12 horas e em até 24 horas nas células do pulmão e nos líquidos pulmonares, provocando a morte das bactérias, além de apresentar rápida eficácia terapêutica, protegendo o animal em tempo recorde.
“Zactran é uma opção sem igual no mercado brasileiro. Sua ação é muito mais rápida e eficaz em comparação a outras moléculas disponíveis. Ele representa a filosofia de trabalho da Merial, que investe para oferecer modernas soluções que realmente proporcionam benefícios aos pecuaristas”, aponta Rafael Moreira, gerente de produtos ruminantes da Merial.
Fonte: Rural Centro

Produtores contratam 81% dos recursos do crédito rural

00emplacamento_tratorA contratação de recursos do crédito rural para a agricultura empresarial, destinados às operações de custeio, investimento e comercialização, alcançaram R$ 127 bilhões, de julho de 2014 a abril deste ano, o que corresponde a 81% do total programado para a safra 2014/2015, de R$ 156,058 bilhões. O valor consta no Plano Agrícola e Pecuário (PAP) anunciado em maio do ano passado pelo governo federal.
Para custeio e comercialização foram programados, para a safra 2014/2015, R$ 111,9 bilhões. Do total, R$ 92 bilhões (82,3%) foram aplicados no período. Já para investimentos, dos R$ 44,1 bilhões programados, foram contratados R$ 34,8 bilhões, o que corresponde a 79% do total.
Médio produtor 
As contratações para o médio produtor, por meio do Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp), atingiram R$ 9,6 bilhões em recursos para custeio. Já para operações de investimento, o programa aplicou R$ 3,8 bilhões. Ao todo, o Pronamp conta com R$ 16,105 bilhões para a safra atual.
Entre os programas na modalidade investimento, o financiamento destinado ao Programa de Sustentação do Investimento (PSI-BK) contabilizou R$ 9,9 bilhões. Para o Moderfrota estão programados R$ 3,7 bilhões e, até agora, foram contratados R$ 733 milhões.
O Programa ABC (Agricultura de Baixo Carbono) respondeu por R$ 2,8 bilhões, de um total disponibilizado de R$ 4,5 bilhões.
Para o Moderagro e o Moderinfra foram disponibilizados R$ 500 milhões para cada um deles e investidos R$ 195 milhões e R$ 288 milhões, respectivamente.
O Prodecoop (Programa de Desenvolvimento Cooperativo para Agregação de Valor à Produção Agropecuária) e o Procap-Agro têm recursos disponíveis de R$ 2,1 bilhões e R$ 3 bilhões, dos quais já foram aplicados R$ 722 milhões e R$ 1,6 bilhão, respectivamente.
No programa Inovagro, que conta com R$1,7 bilhão, foram aplicados, no período, R$ 1 bilhão.
A avaliação é realizada mensalmente pelo Grupo de Acompanhamento do Crédito Rural, coordenado pela Secretaria de Política Agrícola (SPA) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.
Fonte: Suinocultura Industrial

ALGODÃO: Maior interesse vendedor intensifica quedas nos valores

downloadSegundo pesquisadores do Cepea, esses cotonicultores estão mais flexíveis quanto aos preços, mas compradores se mantêm retraídos. Como resultado, a liquidez segue baixa e os preços, em queda. Desde o início deste mês, o Indicador CEPEA/ESALQ com pagamento 8 dias, referente à pluma 41-4, posta em São Paulo, caiu 7,4%, fechando nessa terça-feira, 26, a R$ 2,0183/lp. Mesmo com os preços mais baixos, representantes de indústrias consultadas pelo Cepea ainda sentem o impacto dos aumentos da pluma ocorridos em março e abril e indicam dificuldades em ajustar os preços dos produtos manufaturados, como fios, tecidos e/ou produtos acabados. Pesa sobre os custos de produção também a alta da energia elétrica.
Fonte: CEPEA

Microalgas decompõem dejetos suínos e geram biodiesel

microalgas3-640x457É provável que, em breve, plantas invisíveis ao olho humano provoquem mudanças importantes na suinocultura brasileira. Estudos da Embrapa Suínos e Aves (SC) comprovaram que microalgas podem ser utilizadas com grande eficiência no tratamento dos dejetos suínos e na geração de biogás. Em um horizonte um pouco mais amplo, serão também matéria-prima de qualidade para produção de rações para uso animal, biocombustíveis e até produtos fármacos e cosméticos.
As microalgas são unicelulares e crescem em água doce ou salgada. Como seu próprio nome diz, são muito pequenas. Tão pequenas que seu tamanho é medido em micrômetros (um micrômetro equivale à milésima parte do milímetro). A estimativa é de que existam cerca de 800 mil espécies de microalgas no mundo.
O centro de pesquisa da Embrapa analisa o uso de microalgas no tratamento de dejetos suínos desde meados dos anos 1990. A observação das microalgas que naturalmente surgem nas lagoas instaladas na sequência de biodigestores existentes em propriedades rurais no oeste de Santa Catarina fez com que os pesquisadores da Embrapa optassem por um caminho em especial.
Limpeza com geração de gás 
“Hoje, estamos seguros de que as microalgas podem ser usadas para remover os nutrientes nos efluentes de dejetos de suínos. Além de limpar a água, elas podem ser colocadas, por exemplo, no interior do biodigestor para aumentar a capacidade de geração de biogás”, explica o pesquisador Marcio Busi da Silva.
A proposta da Embrapa, que trabalha em parceria com instituições como a Universidade Estadual de Santa Catarina (Udesc) e a Universidade do Oeste de Santa Catarina (Unoesc), pode fazer de um problema histórico uma solução promissora. Os dejetos suínos foram vistos nas últimas três décadas como forte ameaça ambiental nas regiões que concentram a produção.
Como as microalgas se alimentam justamente dos nutrientes presentes nos dejetos, elas têm a capacidade de tornar mais eficientes os sistemas de tratamento instalados no campo. Mas esse não é o principal ganho. De acordo com o pesquisador, o que deve revolucionar a forma como os dejetos suínos são vistos é o uso posterior da biomassa de microalgas, gerada a partir dos resíduos da produção. Biomassa é todo recurso originado de matéria orgânica capaz de produzir energia.
No modelo já testado em laboratório pela Embrapa e facilmente aplicável à realidade da suinocultura nacional, as microalgas são recolhidas e inseridas novamente no biodigestor, aumentando significativamente a geração de biogás. Assim, é possível produzir energia elétrica ou gás em maior volume e constância. “Só essa melhoria já teria um impacto importante, especialmente no Sul do Brasil, em que há uma pressão ambiental maior sobre a atividade”, destaca Marcio Busi.
Se o interesse despertado entre empreendedores do País pode ser usado como um termômetro, é quase certo que as microalgas tendem realmente a ocupar um espaço importante no mundo da suinocultura nos próximos anos. Neste momento, existem cerca de dez empresas no País tentando viabilizar negócios que têm as microalgas como elemento central. Uma delas é a Séston Biotecnologia, que trabalha em parceria com a Embrapa Suínos e Aves. Para Fábio de Farias Neves, sócio da empresa e professor da Udesc, o negócio de transformação das microalgas em vários produtos está quase no ponto de sair dos laboratórios para o campo no Brasil. No caso da Séston, serão colocados no mercado cosméticos e itens de nutrição animal.
Outro esforço da Embrapa volta-se para a formação de um banco de germoplasma com as espécies de microalgas existentes no Brasil. A Embrapa Agroenergia e a Embrapa Suínos e Aves atuam em conjunto nesse objetivo, liderado pelo pesquisador Bruno Brasil.
De etanol a cosméticos 
As microalgas são uma aposta para a oferta de biocombustíveis no futuro. Elas têm três vantagens, em especial, sobre outros vegetais também utilizados para a produção de combustíveis, como o milho e a soja: crescem rápido, não necessitam de grandes espaços para cultivo e não reduzem a oferta de importantes alimentos humanos.
De acordo com a revista Exame, de 2010 para cá foi aplicado cerca de US$ 1 bilhão em 50 instituições de pesquisa norte-americanas que atuam na produção de biodiesel a partir de microalgas. Elas também podem produzir etanol. Os carros da Fórmula Indy, por exemplo, já foram impulsionados por etanol extraído de microalgas por uma empresa norte-americana. No Brasil, o Centro de Pesquisa da Petrobras (Cenpes) analisa, em parceria com universidades, o aproveitamento das microalgas. O grande entrave ainda é produzir o etanol de microalga a um preço competitivo diante do petróleo e da cana-de-açúcar.
Marcio Busi acredita que assim que essa barreira for superada se abrirão muitas oportunidades para a suinocultura e o dejeto de suíno passará a ser cobiçado. “Como têm muitos nutrientes, os dejetos de suínos permitem a proliferação rápida das microalgas. Basta apenas um controle de operação, fácil e barato, para que elas troquem a quantidade celular de carboidratos e proteína por gordura. Assim, tornam-se matéria-prima de qualidade para a produção de biodiesel”, explica o pesquisador.
Sem o ajuste voltado ao biodiesel, as microalgas alimentadas com efluentes da produção de suínos, ricas em carboidrato e proteína, podem ser destinadas à produção de ração animal. Além de fornecer alimento para peixes, elas têm potencial para substituir parcialmente o milho e a soja nas rações de aves e suínos.
As microalgas podem ainda ser a base para a oferta de produtos voltados à saúde humana. A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) realiza um estudo para extrair um bioativo de microalgas. Esse bioativo será usado para gerar posteriormente um arroz enriquecido em betacaroteno, voltado a quem tem deficiência de vitamina A.
E há ainda o potencial para a indústria farmacêutica e cosmética. Pigmentos extraídos das microalgas funcionam como antioxidantes biológicos. Eles se transformam em filtros naturais e já são utilizados para a fabricação de batons com protetor solar.
Outro produto que já pode ser encontrado em lojas especializadas são as cápsulas de ômega 3 extraídas de microalgas. Segundo Márcio Busi, se essa indústria crescer ainda mais, a suinocultura tende a se tornar um fornecedor importante de matéria-prima, por já ter o ambiente adequado para o crescimento rápido das microalgas.
Fonte: Diário da Manhã

Produção de cana 2015/2016 está estimada em 590 milhões de toneladas

cana-Unica-638x330De acordo com o relatório de projeção da safra 2015/ 2016 de cana-de-açúcar, divulgado pela União das Indústrias de Cana-de-Açúcar (UNICA) no dia 21 de maio, a região Centro-Sul deverá processar 590 milhões de toneladas da matéria-prima.
Esse volume deverá ser 3,3% maior que as 571,34 milhões de toneladas da temporada 2013/2014. Para a produção de açúcar espera-se redução de 0,6%, passando de 31,99 milhões de toneladas em 2014 para 31,80 milhões de toneladas em 2015.
Quanto ao etanol, estima-se uma produção de 27,30 bilhões de litros, aumento de 3,3%. Desse total, 10,95 bilhões de litros serão de etanol anidro e 16,33 bilhões de litros para etanol hidratado, altas respectivas de 1,8% e 6,1%.
Com o aumento de 25,0% para 27,0% de etanol anidro na gasolina, a UNICA estima ainda uma demanda adicional de 1,1 bilhão de litros.
Para a safra 2014/2015 é possível que mais dez unidades fechem as portas. Desde 2008 cerca de 80 usinas fecharam.
Fonte: Scot Consultoria

Kátia Abreu: Brasil dará grande contribuição para segurança alimentar mundial

senadora-katia-abreuA ministra Kátia Abreu (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) participou nesta terça-feira (26) de um debate na sessão plenária da Comissão da Agricultura e do Desenvolvimento Rural do Parlamento Europeu, durante viagem oficial a Bruxelas (Bélgica). Ela reafirmou o compromisso brasileiro em cooperar para a segurança alimentar mundial.
“É uma exigência moral e uma necessidade prática que sejamos capazes de produzir mais e melhores alimentos que sejam acessíveis a todos. Se falharmos nesta tarefa de segurança alimentar global, não teremos como evitar a instabilidade social e política nas regiões mais vulneráveis, com reflexos que se estenderão por todo o mundo”, afirmou a ministra aos parlamentares que integram a comissão.
O debate no Parlamento Europeu faz parte de uma série de compromissos que a ministra está tendo durante viagem oficial à Europa para promover o agronegócio brasileiro. Ela participou no domingo (24), em Paris, da 83ª Sessão Geral da Organização Mundial de Saúde Animal, que formalizou os estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul como áreas livres de peste suína clássica.
O Brasil, disse a ministra, poderá acrescentar 50 milhões de toneladas na produção de grãos e 8 milhões de toneladas em carnes bovina, suína e de aves. “Temos terras, produtores rurais e tecnologia para continuar aumentando nossa produção”, observou.
Diversos parlamentares fizeram questionamentos a Kátia Abreu. Entre os temas levantados estão produção de transgênicos, mudanças climáticas, reservas indígenas, reforma agrária, subsídios à agricultura, apoio à agricultura familiar, programa Fome Zero e participação dos jovens e das mulheres no campo.
A ministra informou que as áreas indígenas correspondem atualmente a 12% de todo o território brasileiro, com 112 milhões de hectares para uma população de 850 mil indígenas. Disse ainda que, apesar da grande extensão territorial do país – 8 milhões de quilômetros quadrados -, apenas 28% estão efetivamente ocupados com produção rural.
“Descontada toda a área ocupada com cidades, infraestrutura e corpos d’água, que ocupam 11% do nosso território, restam 61% do país que estão inteiramente preservados nos seus biomas originais”, assinalou a ministra.
Área livre
Kátia Abreu disse que o país está fortemente engajado em dar prosseguimento às negociações para a criação de uma Área de Livre Comércio entre o Mercosul e a União Europeia. Afirmou ser fundamental para a conclusão das negociações que a troca de ofertas de acesso a mercados de bens se concretize “em breve”.
A ministra ainda destacou que irá a Genebra (Suíça) durante sua missão oficial para discutir o papel da Organização Mundial do Comércio (OMC) e a conclusão da Rodada Doha.
“Darei uma mensagem inequívoca de que o Brasil deseja o fortalecimento do sistema multilateral de comércio incorporado na OMC, a plena integração da agricultura no sistema multilateral e a conclusão da Rodada Doha. A agricultura brasileira, no entanto, não aceitará uma rodada comercial com resultados minimalistas em agricultura”, completou.
Fonte: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA)

Agronegócio projeta resultado positivo em meio a incertezas

download (3)Com um PIB de R$ 1,2 trilhão projetado para 2015, o agronegócio brasileiro mantém as expectativas de bom desempenho no desalentado cenário econômico nacional. No ano passado, as exportações do agronegócio geraram superávit comercial de US$ 80 bilhões, enquanto os outros setores da economia tiveram déficit de US$ 84 bilhões na balança comercial. As vendas externas do agronegócio totalizaram US$ 96,8 bilhões, com recuo de 3,2% na comparação com os US$ 99,97 bilhões registrados em 2013, segundo dados do Ministério da Agricultura.
As projeções para 2015 indicam que a produção agropecuária brasileira deve continuar crescendo, mas os desafios que o país enfrenta para ajustar sua economia aos novos tempos mostram que a manutenção do ritmo de expansão das exportações do setor não é uma tarefa fácil. “A economia brasileira no seu todo vivenciou um início de ano negativo”, destaca Geraldo Barros, coordenador do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP.
Segundo ele, no primeiro quadrimestre de 2015, o faturamento em dólar dos produtos exportados pelo setor caiu 14% em relação ao mesmo período de 2014, principalmente devido à queda do preço em moeda americana. No período, as exportações somaram US$ 25,5 bilhões.
“O volume exportado reagiu com mais força em março, mas o incêndio nas imediações do corredor de exportação em Santos, aliado ao resultado negativo do mês de fevereiro, pesou sobre o resultado dos quatro primeiros meses do ano”, assinala Barros. “Para os próximos meses, caso se mantenha a desvalorização cambial, pode haver maior incentivo para o crescimento das quantidades exportadas”, diz, observando, no entanto, que o faturamento em dólar pode não atingir o mesmo patamar alcançado em 2014.
Por grupos de produtos do agronegócio, as projeções dos exportadores para 2015 indicam um possível crescimento da soja (farelo e óleo), apesar da queda de 34% de janeiro a abril em relação ao mesmo período de 2014.
Na produção animal, a carne bovina ainda deve sofrer o impacto da seca sobre o rebanho. Para frango e suínos, há espaço para crescimento, mas as exportações dependerão das condições concretas da demanda externa.
Na agroindústria, modestos avanços são esperados para café, açúcar, etanol e óleos vegetais. Nos quatro primeiros meses de 2015, segundo dados do Ministério da Agricultura, as exportações de café demonstraram melhor desempenho, com expansão de 23,5%. “A produção mundial vem se mantendo alinhada com o consumo, não há sobras de café. Isso dá ao Brasil uma vantagem comparativa, pois temos capacidade para movimentar um volume expressivo de café, de boa qualidade. Embarcamos em média de 3 milhões de sacas ao mês, nos últimos três anos”, diz Guilherme Braga, diretor-geral do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé).
No caso do milho, apesar das oscilações negativas (no ano passado, o produto registrou queda de 22,4% do volume exportado), as projeções são amplamente favoráveis, pelo menos em longo prazo. “O milho vai ser o cereal de maior demanda no mundo”, afirma o ex-ministro Alysson Paulinelli, presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Milho (Abramilho). “Como os grandes produtores mundiais já estão na fase de esgotamento de sua produção de milho, como Estados Unidos e Europa, o Brasil, com terras e tecnologia, é o país em melhores condições de ocupar esse espaço”, diz.
Outro produto com boas perspectivas é o tabaco, produzido em grande parte na região Sul. No primeiro trimestre de 2015, as exportações de tabaco do Brasil cresceram 45% em relação ao mesmo período do ano anterior, alcançando 21,2 mil toneladas. A Souza Cruz é uma das principais exportadoras do produto, com uma fatia de 25%. Nos primeiros três meses deste ano exportou 25,9 mil toneladas, com 28% de aumento ante o mesmo período de 2014. “O tabaco já representa 13% do total das exportações do agronegócio brasileiro, e rende em divisas, em média, US$ 2,5 bilhões por ano”, informa Dimar Frozza, diretor de tabaco da empresa.
Fonte: Suinocultura Industrial

Presidente da CNA pede a Joaquim Levy garantia de recursos para a próxima safra

1O presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e do Sistema Faeb/Senar, João Martins da Silva Junior, levou ao ministro  Joaquim Levy, em reunião, no Ministério da Fazenda, a preocupação do setor agropecuário com a garantia dos recursos para o Plano de Safra 2015/2016, a ser anunciado na próxima semana.

“A agricultura não pode perder o estímulo de continuar desempenhando o seu papel na economia, aumentando produção e produtividade”, disse o presidente da CNA, durante encontro com o ministro da Fazenda, que contou com a participação de presidentes e representantes das demais confederações nacionais, reunidos para tratar de temas como o pacote de ajustes fiscais e a atual conjuntura econômica do País. 

João Martins ressaltou a importância de o setor contar com um “cenário motivador”, que transmita confiança ao produtor, para que possa continuar investindo na atividade e aumentando a produção. Segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produção de grãos aumentou 4,4% de uma safra para outra, passando de 193,6 milhões de toneladas, na safra 2013/2014, para os atuais 202,2 milhões de toneladas da safra 2014/2015. 

Além do presidente da CNA, participaram do encontro os presidentes das confederações do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), das Instituições Financeiras (CNF), das Cooperativas (CNCoop), de Saúde, Hospitais, Estabelecimentos e Serviços (CNS), do Transporte (CNT), além  da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Federação Nacional de Saúde Suplementar e Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e de Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (CNseg).

Fonte: Assessoria de Comunicação CNA

Brasil quer ser ainda mais competitivo no agronegócio

diplomatasO Brasil, embora seja altamente competitivo no mercado internacional de produtos agropecuários, “não vai dormir em berço esplêndido e pretende fortalecer a troca de informações entre as nações de forma a permitir ao produtor de nosso País o acesso cada vez maior a novas tecnologias a serem aplicadas no campo”, afirmou o presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), João Martins, durante encontro com representantes do Grupo de Diplomatas da Agricultura no Brasil (DAB) que representa 41 países, além da União Europeia (UE).

A presidente do DAB, a diplomata chilena Maria José Campos Herrera, informou que o órgão foi criado recentemente, no início de 2015, mas já apresenta resultados concretos e tem agenda definida para os próximos anos. O objetivo, segundo ela, “é a cooperação mútua dos países com vocação testada na agropecuária com o Brasil, detectando oportunidades de negócios que sejam interessantes para ambos os lados”.

Troca de informações – No entender de João Martins é cristalino que o Brasil não cometerá o erro de ficar apenas comemorando os louros de ser um dos países mais competitivos no segmento internacional do agronegócio, “precisamos aumentar e dar solidez aos novos processos tecnológicos e à área de pesquisa em setores como grãos, carne e frutas”. Fortalecer os laços de cooperação com os demais parceiros, seja da América Latina, Europa ou Ásia, “está em nosso radar e o DAB será um fórum adequado para a troca de informações e novos acordos bilaterais na agropecuária”.

Também presente ao encontro, o Secretário-Executivo do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR), Daniel Carrara, lembrou aos seis diplomatas da coordenação do DAB que, nos últimos três anos, houve uma mudança de estratégia no sentido de dar formação técnica aos jovens filhos de proprietários rurais de modo a incentivá-los a permanecerem no campo. Dentro desse raciocínio foi aberta outra janela, além da educação profissional, disse ele.

Uma das alternativas encontradas para atrair o jovem produtor foi “o intercâmbio com outros países, levando esses futuros empreendedores a adquirirem novos conhecimentos em suas áreas de atuação, em outros países”. Experiências nesse sentido, revelou Carrara, já ocorreram em países como Nova Zelândia, Austrália e China. João Martins reiterou que o “foco é um trabalho de cooperação mútua, lembrando a hipótese de se fazer parcerias com a França, por exemplo, na área da caprinocultura de leite, atividade importante para o produtor nordestino”.

Participantes – No próximo dia 10 de junho, será realizada uma reunião ampliada, na sede da CNA, com todos os 41 representantes do DAB, ocasião em que se espera o início de parcerias em segmentos específicos do agronegócio, de interesse mútuo do Brasil e das nações integrantes do grupo. Participaram da reunião, que foi coordenada pela Secretária de Relações Internacionais da CNA, Alinne Betania Oliveira, parte dos integrantes do DAB: Martin Nissen, da Alemanha, Conselheiro da Alimentação, Agricultura e Proteção do Consumidor; Paula Lucatelli, também da Alemanha, assessora para alimentação e agricultura; Javier Dufourquet, Argentina, Conselheiro Agrícola; Maria José Campos Herrera, Chile, conselheira e adida agrícola; Clay Hamilton, Estados Unidos, conselheiro agrícola; Mylène Testut-Neves, França, conselheira agrícola; Heloísa Honório, Países Baixos, assessoria do Departamento de Agropecuária.

Fonte: CNA

Envelhecimento dos canaviais preocupa setor

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Em maio foi dada a largada oficial da safra 2015/ 2016, que será marcada por um índice 3,1 pontos percentuais menor na renovação dos canaviais em relação à temporada anterior, o que pode afetar diretamente os níveis de produtividade.
Levantamento da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica) divulgado ontem (21) mostra que o plantio de 2014, que terá o primeiro corte, representará 14,5% da área total disponível para colheita, diante dos 17,6% atingidos nas lavouras do Centro-Sul durante o ciclo de 2014/2015. Estimativas do Centro de Tecnologia Canavieira (CTC) indicam queda de 1,7% em produtividade apenas por conta do envelhecimento.
Entretanto, “a princípio, não acho que faltará oferta para atender a demanda adicional de 1,6 bilhão de litros de etanol que foi gerada após o retorno da Cide [Contribuições de Intervenção no Domínio Econômico] e o aumento na mistura. Se isso acontecer no final do ano, o mercado ajustará os preços à oferta, com a possibilidade de elevação, mas tudo depende do andamento das chuvas nos próximos meses”, disse ao DCI o diretor técnico da Unica, Antonio de Pádua Rodrigues.
Outro fator que tem prejudicado a qualidade da matéria-prima é o excesso de ventos no Sul e Sudeste que ocasionam o tombamento da cana. O efeito é a redução nos níveis de Açúcares Totais Recuperáveis (ATR), cuja projeção para 2015/2016 é chegar a 135 quilos por tonelada, uma retração de 1,16% quando comparada à última temporada, em que foram registrados 136,58 quilos por tonelada.
Em relação aos resultados esperados para esta safra, a moagem deve ficar em 590 milhões de toneladas, alta de 3,27%, com o mix novamente mais alcooleiro. A projeção para o etanol é de 27,2 bilhões de litros, um ganho de 4,33%, enquanto o açúcar deve ficar em 31,8 milhões de toneladas, com leve recuo de 0,58%.
Pádua destaca que todo o biocombustível anidro – que será utilizado na mistura de 27% com a gasolina – já foi comercializado, então, a produção pode se voltar para o hidratado, que é sustentado pelos estados que criaram algum tipo de diferenciação tributária a favor do etanol, como Minas Gerais e São Paulo.
Endividamento 
“Dez unidades devem parar nesta safra. Quatro delas já são certeza em São Paulo”, afirma o diretor. O fechamento destas usinas acarretará perdas em torno de 12,5 milhões de toneladas em capacidade de moagem e será somado a outras 67 empresas que vêm sendo paralisadas desde 2008.
Estima-se que a o endividamento do setor esteja em torno de R$ 70 bilhões.
Além disso, a presidente da entidade, Elizabeth Farina, lembra que os investimentos do setor sucroenergético devem ter menor intensidade neste ano, assim como os demais segmentos do agro. “Nossa expectativa é que o Plano Safra dê continuidade ao ProRenova”, comenta. Para Pádua, uma forma de resgatar a rentabilidade do setor é através da receita garantida com a cogeração de energia e o ideal é manter os leilões com preços acima de R$ 280 por MW/h.
Fonte: DCI